Coffee in Good Spirits por Nina Rodrigues

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Nesta semana, de 9 a 11 de abril, ocorreu em São Paulo no Expo  Transamérica, o sétimo Campeonato Coffee in Good Spirits, onde o competidor deve criar um Drink de assinatura utilizando um espírito e o café, e preparar um Irish Coffee obrigatório.

A criatividade dos competidores foi de misturar sorvete de doce de leite com gin até simular uma cerveja de café, utilizando lúpulo, malte, e gaseificando tudo no final!

A grande estrela no entando, é o Irish Coffee… e também o grande vilão!

Criado na Irlanda, esse drink quente-frio, tem a função de aquecer o corpo de quem o degusta, mas suavisar na boca a potência do whisky com o creme frio que finaliza o copo.

Dos oito competidores, apenas um fez um Irish Coffee perto da perfeição…não fosse pela doçura um pouco acima do esperado no creme (que ele adoçou com mapple), teria acertado 100%.

Ahhhhh, e ele escolheu Jack Daniels como espírito base e não o convencional Jameson, típico Irish Whisky.

O que mudou no resultado final? O Jameson é mais suave no retrogosto, menos agressivo na percepção tátil do álcool na boca do que o Jack Daniels, que tem um caramelo abaunilhado no aftertaste, é mais agressivo na explosão do álcool mas garmonuzou perfeitamente na boca com o café escolhido pelo competidor… e claro, lembram-se que havia contado que ele adoçou o creme de leite com mapple? Ahhh, essa foi a jogada de mestre deste competidor, porque ele deu vida ao Jack Daniels que passa em sua destilação, por barris de carvalho virgens e pronunciam notas de mapple ao final do processo, que adoçou o café e o creme juntos…um ponto a mais do que deveria, é verdade, mas o balanço final dos ingredientes na percepção sensorial, foi a melhor do dia para mim.

E a temperatura? Este é o primeiro, dos vários desafios, de se reproduzir um Irish Coffee. Ele deve ser quente, para te causar conforto, mas não deve queimar a sua língua (como a minha foi ontem) para roubar o prazer da degustação, não pode ser morno, porque ele foi criado para a função de aquecer o corpo do cliente do frio constante da Irlanda.

E o creme que finaliza o drink? Não deve ser demasiado gorduroso, porque a untuosidade que vem da gordura, atrapalha a percepção dos outros ingredientes, e este deve estar frio…não gelado.

O Irish Coffee derrubou bons baristas ontem, e deixou uma ponta de curiosidade em mim : quatro ingredientes dividiram a opinião de quatro juízes por 7h… como será o melhor Irish Coffee do mundo?

Aguardemos o mês de Maio chegar, e vamos viajar até a Austrália para descobrir.

Nina Rodrigues

Sou apaixonada por café, adoro bater papo em cafeteirias e dividirei minhas impressões e sensações com todos os cafemaniacos da rede! Bem-vindos!

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