Daiquiri em Floridita

É um dos principais drinks da coquetelaria cubana ao lado do Mojito, o nome Daiquiri é o mesmo nome de uma praia perto de Santiago de Cuba e de uma mina de ferro situada na mesma área. A palavra vem do Taíno, um idioma utilizado nas Antilhas e Bahamas que veio a ser extinto depois da colonização espanhola no século XVI.

O drink foi supostamente criado em 1905 em um bar chamado Vênus em Santiago de Cuba.

O drink evoluiu naturalmente devido a prevalência do limão e do açúcar e do fato que aqueles trabalhadores das minas de Daiquiri recebiam mensalmente algumas garrafas de Rum Bacardi que na época era fabricado em Santiago de Cuba.

Originalmente o drink foi servido em copo alto com bastante gelo picado, uma colher de açúcar colocado por cima, o suco de um limão espremido e uma ou duas partes de rum completando a mistura, e finalizando era mexida com uma colher longa para deixar o drink bem gelado.

Mais tarde o drink evoluiu novamente e passou a ser misturado em coqueteleira com os mesmos ingredientes, porém usando gelo raspado. Depois de ser agitado vigorosamente era servido em copo tipo flute previamente gelado.

O consumo desse drink permaneceu localizado até meados de 1909 quando o almirante Lucius W. Johnson um médico oficial da marinha americana experimentou o tal drink. Johnson o inseriu no clube da marinha americana em Washington D.C. e o drink no espaço de algumas décadas passou a ser consumido por milhares de pessoas, era um dos drinks favoritos de Ernest Hemingway e o presidente americano John F. Kennedy.

A receita do Daiquiri era extremante similar a uma bebida consumida pelos marinheiros britânicos a bordos dos navios e meados de 1740, era basicamente rum misturado com o suco de laranjas doces e água. Esse era um drink comum em todo caribe e quando o gelo passou estar disponível também veio a incorporar esse drink.

Jennings Cox é certamente a primeira que veio a popularizar-se e também foi ele o responsável pelo nome do drink.

Em Cuba um daiquiri em Floridita, um mojito na Bodeguita del Medio, e uma tarde na Finca Vigia: o ritual obrigatório está bem definido para aqueles que vão a Cuba lembrar os cinquenta anos da morte do escritor americano Ernest Hemingway. Mas há mais do que os dois bares preferidos e a residência do prêmio Nobel de Literatura de 1954